http://agencia.tribunavirtual.net.br

Já é assinante?
Faça Login ou
Altere seu perfil
E-mail: Senha:
Se você ainda não é assinante clique aqui
 

Mulheres em Ação

Por Caroline Salgueiro

Caroline Salgueiro

é mãe da pequena Sofia, cursa Direito na Ulbra-Guaíba e é moradora de Eldorado do Sul desde 1985. Membro da Marcha Mundial de Mulheres e membro-organizadora do Movimento Mulheres em Ação de Eldorado do Sul

 _________________________________________________________________

15-06-2011

  

Quero Compartilhar com os leitores, texto recente da Desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do nosso Estado, hoje advogada no ramo do Direito de Família, Maria Berenice Dias:

 

 

Bem assim: a letra "P" e reticências

Esta era a forma utilizada por todos os meios de comunicação para identificar as mulheres que, simplesmente, assumiam o livre exercício de sua sexualidade. Seja profissionalmente, mediante remuneração; seja pelo só fato de se vestirem de uma forma considerada inadequada, deixando exposta alguma parte do corpo que poderia revelar que se tratava de um corpo feminino.

Inclusive houve época que eram assim rotuladas as mulheres que saiam do casamento por vontade própria. Nem importava a causa. Separadas e desquitadas eram consideradas “p...”. Mulheres disponíveis que qualquer homem tinha o direito de “usar”.

Claro que muitas coisas mudaram. E não há como deixar de prestar tributo ao movimento feminista que, em um primeiro momento, gerou tamanha reação que convenceu até as mulheres que não poderiam ser ativistas, o que as identificaria como mulheres indesejadas. Talvez pelo absurdo de reivindicarem as mesmas prerrogativas dos homens.

É significativo constatar que ao feminismo não se atribuía adjetivações ligadas à prática sexual. Ou seja, as feministas eram mulheres feias, mal-amadas, lésbicas, mas não eram chamadas de “p...”. Eram mulheres que homem nenhum quis. Por isso saiam às ruas em busca de igualdade.

De qualquer modo, um movimento tão significativo que mudou a feição do mundo, a ponto de se dizer que o século 20 foi o século das mulheres.

Apesar dos avanços em termos de igualdade de oportunidades no mundo público, na esfera privada ainda é longo o caminho a percorrer. Basta atentar à violência doméstica cujos assustadores números só recentemente vem sendo revelados graças à Lei Maria da Penha.

Mas há outra violência que somente agora está levantando o véu da impunidade: a violência sexual. Como a virilidade é reconhecida como o maior atributo do homem, o livre exercício da sexualidade, sempre foi um direito ao qual as mulheres precisam se submeter. Inclusive ainda se fala em débito conjugal e tem gente que acredita que o casamento se “consuma” na noite de núpcias, e busca anulá-lo sob o absurdo fundamento de que o casamento não ocorreu.

O controle da natalidade é outro exemplo da absoluta irresponsabilidade masculina. Até hoje se atribui à mulher o encargo de prevenir a gravidez. É sua a culpa pela gestação indesejada. É ela que precisa fazer uso dos meios contraceptivos, em face da enorme a resistência dos homens ao uso de preservativos.

Ou seja, as mulheres sempre tiveram que se submeter ao “instinto sexual” masculino. Algo que parece dominar a vontade do homem que se torna um ser irracional, que não poder ser responsabilizados pelos seus atos. As mulheres são culpadas por excitarem os homens, que viram bestas humanas e não merecem responder por seus atos. Por isso, nos delitos sexuais, o comportamento da vítima é invocado como excludente da criminalidade.

Até que enfim as mulheres estão se dando conta de que submissão e castidade não lhes servem mais de qualificativos. Não são atributos que lhes agrega valor. Têm o direito de agirem, se vestirem e se exporem do jeito que desejarem. Não podem ser chamadas de putas, vadias, vagabundas, adjetivos que só servem para inocentar os homens que as estupram.

Vislumbra-se um novo momento, em que as mulheres passam a ter orgulho de sua condição de seres sexuados. A Marcha das Vagabundas, que está acontecendo no mundo todo, é uma bela prova. Reação à afirmativa de um policial, em uma universidade de Toronto, Canadá: as mulheres devem evitar se vestirem como “slut” para não se tornarem vítimas. A expressão que pode se traduzido por vadia, vagabunda ou puta.

Depois que nos tornarmos sujeitas de nossos direitos, é chegada a hora de assumirmos a condição de senhoras de nossos desejos.

Fonte: www.espacovital.com.br


Contato: carolzinhasimoni@hotmail.com

 


Para comentar essas e outras Colunas, clique no título da coluna:



Tempo
 


°C
Notícias TribunaVirtual.net Veja+
 
Esteio: Prefeito vistoria obras de drenagem

Nova canalização vai atender a Escola Municipal de Educação Infantil Irmã Sibila


Gravataí: FMMA divulga levantamento de atuação nos últimos quatro meses

Ao todo foram 1.167 processos deliberados na atual gestão


Porto Alegre: Estado Maior da Restinga é bicampeã do Carnaval

Segundo lugar do Grupo Especial ficou com a Imperadores do Samba


Ring TribunaVirtual.net
  • Distribuidora Regional
  • Ultracar Auto Peças e Posto de Molas
  • Kypper Cobrança
  • TriFest Eventos
  • Feijó Auto Peças
  • Mega Stamp
  • MotoBike & Cia
  • Auto Brilho Oficina
  • HP Materiais Elétricos
  • Textur Turismo
  • Bio Veterinária
  • EAS Eletro Ar Sul
  • Porto Alegrense Festas
  • Auturp Turismo
  • Pérgolas e Decks
  • Móveis Gil
  • Formigão Auto Center
  • Brechó Drika Kids
  • Central de Cadeiras
  • Rey dos Carimbos
  • Glacê Sorvetes
  • Speed Way Auto Peças
  • Móveis Madri
  • Paulo Boa Nova
  • Artiquetas
  • SanMarinoZN
  • HR Molduras
  • Destaque 03
  • dest
  • Delta Elásticos e Fitas
  • Cia do CFTV
  • Nepack Contabilidade
  • Leandro Painéis
  • Banco Têxtil
  • Porto Alegrense Festas
  • Sorvemix
  • dest
  • Cia Lúdica
  • Ferragem Thangente
  • Agência Tribuna Virtual
  • dest
Tribuna Virtual - Copyright © 2010 -Todos os direitos reservados